Câmara Municipal de JP autoriza convênio com entidade que ressocializa detentos

0
123

Os vereadores de Ji-Paraná, na segunda sessão ordinária de 2017, ocorrida nesta terça-feira (21) pela manhã, na Câmara Municipal de 2017, analisaram vários requerimentos oriundos de reivindicações da população. Projetos também foram analisados, mas para um cabe destaque: é o que autorizou o executivo a repassar para a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) a quantia de R$ 6 mil mensais, com o intuito de estruturar a entidade na cidade. Depois de ter sido lido já na primeira sessão na semana passada, ele foi votado hoje por unanimidade pelos vereadores.

“Tivemos várias reuniões com o Poder Judiciário e também com o poder Executivo, que decidiu instalar este convênio para a abertura da Apac em nosso município, assumindo os custos iniciais por tempo determinado, que devem depois serem assumidos pelo governo do estado”, declarou em entrevista à imprensa Affonso Cândido da Mabel, vereador e presidente da Câmara Municipal de Ji-Paraná. “Queremos ser o primeiro município da região Norte a implantar a Apac”, frisou Afonso.

Resultados – A Apac vem chamando a atenção das autoridades pelos surpreendentes resultados obtidos com uma metodologia inovadora — e por muitos considerada revolucionária — na ressocialização de apenados. A associação é uma entidade civil de direito privado, com personalidade jurídica própria, que tem a finalidade de recuperar e reintegrar socialmente os condenados a penas privativas de liberdade.

Criada em São José dos Campos (SP) e desenvolvida em Minas Gerais, ela hoje conta com 42 filiadas em diversos municípios pelo Brasil, sendo considerada atualmente a organização mais eficaz em redução humanizada de penas. Ji-Paraná quer ser uma das cidades a contar com este trabalho de resgate humano.

Enquanto o sistema convencional de recuperação dos apenados trabalha com uma reincidência que chega a 85%, a Apac vem apresentando índices de reincidência que não ultrapassam 25%, número que tem despertado a atenção dos municípios.


Um dos segredos da eficiência do projeto deve-se, certamente, ao envolvimento conjunto dos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, do Ministério Público e das comunidades, o que facilita a compreensão e o emprego da metodologia a ser adotada.

Texto e fotos: Marcos Lock



CURTA/SIGA/ACOMPANHE-NOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here