Bolsonaro deve retomar campanha somente no segundo turno

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O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) dificilmente será liberado pelos médicos a fazer campanha de rua antes do primeiro turno das eleições, marcado para 7 de outubro. Dependendo da recuperação do candidato, o impedimento pode ser estendido até o segundo turno do pleito, agendado para o dia 28 do mesmo mês.

As estimativas foram feitas por gastrocirurgiões considerando a evolução de pacientes com quadros parecidos com o do político. Em geral, eles só são autorizados a retornar ao trabalho e às atividades normais no período de um a dois meses após a operação.

A cautela se justifica pela extensão da cirurgia e pelos cuidados necessários com a bolsa de colostomia, que é colada ao corpo para receber as fezes. “Assumindo que tudo corra bem, sem infecções ou outras complicações, o paciente costuma ficar pelo menos uma semana internado e cerca de um mês afastado do trabalho. No caso de um indivíduo como ele, que estava fazendo agendas no meio da multidão, em que era carregado nos braços, acho difícil a retomada desse tipo de atividade antes de quatro semanas”, declarou Guilherme Cotti, cirurgião do aparelho digestivo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

O gastrocirurgião Eduardo Grecco, da Faculdade de Medicina do ABC, concorda que seria imprudente retomar agendas públicas antes do primeiro turno. “Ele deverá ficar um mês em repouso, podendo sair apenas para pequenos trajetos. Isso o impossibilitaria de fazer campanha até o primeiro turno. Passado o primeiro mês em casa, ele deverá estar adaptado ao novo estilo de vida com a bolsa, podendo sair normalmente”, disse.

A equipe médica que atendeu Bolsonaro em Juiz de Fora, onde ocorreu o ataque, já havia declarado na quinta-feira, 6, que o candidato não deverá ter alta antes de uma semana a dez dias.




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