Bolsonaro chama Dória de ‘patife’; governador responde com ironia e cita vacina antirrábica

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Sem compromisso oficial na agenda para hoje, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi de moto a uma comunidade perto de Brasília onde visitou uma família de venezuelanas, comeu em padaria e visitou uma igreja. Ele voltou a criticar as restrições mais duras para a circulação de pessoas e o fechamento de comércio em alguns estados devido à pandemia do coronavírus, além de chamar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de “patife”.

 

“Viver num país que um governador como o de São Paulo faz um decreto que fecha tudo. O comércio de São Paulo está todo à venda ou passando o ponto. O pessoal do Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) me falou que não plantam mais tomate porque não estão vendendo, os bares, restaurantes fecharam. Quando voltar a abrir, o preço do tomate vai estar caro, aí o governador vai culpar a inflação para cima de mim. Então esses, como esse patife, querem é quebrar o estado, quebrar o Brasil para depois apontar o responsável. Esse patife que usou meu nome para se eleger”, disse Bolsonaro.

No meio da tarde, o perfil do governador no Twitter postou uma mensagem em resposta ao presidente. “Calma Jair Bolsonaro. Pelo jeito, a primeira dose da vacina antirrábica não foi suficiente. É muito amor pela minha calça apertada”, diz o post.


Durante a semana, o perfil já havia citado a vacina antirrábica, usada contra a raiva, para responder outro comentário do presidente. Na última quinta-feira (8), a Folha de S. Paulo noticiou que Doria foi chamado de “vagabundo” pelo presidente em um jantar com empresários e parte dos ministros em São Paulo. “Calma, Jair Bolsonaro. Além da Coronavac, o Butantan é especialista na antirrábica. Fique tranquilo, vou te vacinar”, disse o governador na rede social.



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