Bolivianos fecham fronteira com o Brasil, em Rondônia; situação é tensa

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POR SÉRGIO PIRES

Guajará Mirim está isolada da Bolívia e isso não é só um transtorno, mas uma situação que afeta milhares de pessoas. Ao invés de diminuir, a crise dos nossos vizinhos continua cada vez mais forte. Desde a eleição de Evo Morales, para um quarto mandato, numa disputa contra Carlos Mesa, colocada sob suspeita de fraude, há cerca de 20 dias, a Bolívia vive dias de grande tensão e medo. Inclusive com risco de uma guerra civil entre partidários do Presidente e uma oposição cada vez mais indignada e exigindo um segundo turno.

Mesmo que Morales já tenha sido declarado vencedor no primeiro turno, pela Justiça Eleitoral, opositores exigem agora que ele deixe o poder num prazo que termina nesta terça.  Caso isso não ocorra, a promessa é de endurecimento dos opositores, tanto aumentando os bloqueios que isolam cidades e regiões, como ameaçam tornar a violência ainda maior.

Na última segunda-feira (4) Evo Morales e sua comitiva passaram por um enorme susto, porque o helicóptero em que viajavam teve uma falha técnica e por pouco não espatifou-se ao chão.

Não há luz no fim do túnel para a crise que atinge a Bolívia que está dividida ao meio. Ela vive um confronto com uma força como raras vezes se viu, mesmo em outros confrontos do passado.

O Prefeito de Guajará, Cícero Noronha, esteve em Porto Velho participando de solenidade no palácio Rio Madeira/CPA. Foi lá que recebeu a informação de que a fronteira com Guayaramerim, na Bolívia, amanhecera totalmente fechada. É a segunda vez em menos de uma  semana que isso acontece, causando enormes transtornos.


A fronteira foi isolada na última quinta-feira (31) e só reabriu na sexta (1), já na metade do dia. O Prefeito lamentou a instabilidade política no nosso vizinho, o que causa, obviamente, prejuízos para a economia da cidade que ele comanda.

Tudo isso afeta muito nossa relação comercial, humana e cultural com a Bolívia”. Noronha teme que a situação piore ainda mais, depois do ultimato de 48 horas que a oposição deu a Morales, para que ele deixe o Poder e aceite um segundo turno. A preocupação atinge os milhares de brasileiros que vivem no lado de lá da fronteira, entre os quais perto de 26 mil estudantes, a maioria tentando se tornar médicos.

Na região de Guayaramerim os bloqueios são grandes. Mas piores mesmo são os de Riberalta para cima, em direção à Capital, La Paz. Dali em diante, nada e ninguém passam. Morales e seu governo socialista estão correndo grande risco, como nunca houve situação igual nos seus 16 anos de governo. Há um risco real de um confronto como jamais a Bolívia viveu.



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