O Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, arboviroses que registraram aumento de casos no país em 2019, considerando os dados de 2018, segundo levantamento da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/Ministério da Saúde). Em Rondônia, a dengue é a que apresenta mais notificações, entre as três arboviroses.

No país, o método mais utilizado como ferramenta de vigilância e controle de doenças provocadas por esse vetor é o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), que surgiu em 2003, e é realizado quatro vezes ao ano. Mas uma alternativa às ações de combate ao mosquito vem se mostrando eficaz em diferentes municípios brasileiros.

É o aplicativo AeTrapp, um sistema inovador que possibilita ao cidadão o monitoramento de focos e criadouros do mosquito Aedes em sua residência, e o aparelho celular é um importante instrumento para a manutenção de um banco de dados aberto à comunidade.

Por meio de uma armadilha caseira, feita com garrafas pet, tesoura, papel, fita isolante e capim, ovos do mosquito são capturados, e antes que estes ovos deem origem ao mosquito adulto, o aplicativo emite um alerta para que o morador faça a manutenção da armadilha e tire uma foto dos ovos capturados.

A ideia é detectar a presença dos mosquitos que já circulam no ambiente e fazer a retirada dos ovos antes que se desenvolvam até a fase adulta, destaca o criador do aplicativo, Oda Scatolini, biólogo, e diretor executivo do Instituto Invento, organização não governamental sem fins lucrativos que coordena o projeto atualmente.


Segundo ele, com base nas imagens enviadas pelo aplicativo, um software faz a contagem automatizada dos ovos da amostra, por meio de um algoritmo de visão computacional, considerando fatores como tamanho, cor e forma do ovo.

Os dados de cada armadilha são atualizados semanalmente, e o mapa diariamente, a cada momento que um colaborador envia uma nova imagem. Tudo é disponibilizado em tempo real, por meio de um mapa online acessível ao cidadão comum e agentes públicos.

“Gerando seus próprios dados, e cientes da situação de suas casas em relação aos vizinhos, outros bairros e municípios, os moradores se tornam muito mais sensíveis e comprometidos com as atividades de combate aos mosquitos”, reforça Scatolini.

Em Rondônia, em 2019, foram 2.237 casos notificados, contra 1.998 em 2018, um aumento de 11,96%, aponta o último Boletim Epidemiológico do Programa de Controle de Doenças Transmitidas pelo Aedes, do governo do estado.



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