Aos 72 anos, morre o ex-deputado Chagas Neto em Porto Velho; cremação será em Belém

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Morreu ontem, segunda-feira (16), em Porto Velho, o ex-deputado federal Manuel Francisco das Chagas Neto. Internado às pressas no Hospital 9 de Julho, chegou a ficar na UTI devido ao aparecimento repentino de um tumor no cérebro. Apesar da gravidade do problema, os médicos decidiram não realizar algum procedimento cirúrgico por conta da fragilidade clínica do paciente.

Ex-constituinte, Chagas Neto filiou-se ao PSB no final ao ano passado e tentaria disputar uma vaga na Assembleia Legislativa agora em  2018. Ele era empresário do ramo da construção civil e também diretor da Fiero, mas afastou-se das funções diretivas no último dia 4 de junho porque apresentou seu nome ao partido para as eleições deste ano.

QUEM FOI CHAGAS NETOChagas Neto iniciou o curso de engenharia operacional da Universidade do Vale do Acaraú, em Sobral, mas não o concluiu. Em 1963 tornou-se representante do Laboratório Frota, função que exerceria até 1970. Nesse ano tornou-se estagiário da divisão de engenharia na Britânia Construções e Incorporações Ltda., em Fortaleza, onde trabalhou por quatro anos.

Em 1978 assumiu o cargo de diretor-presidente da Rádio Cidade, e no ano seguinte foi fundador e diretor do jornal Meio-Dia, ambos em Sobral. Em 1981, tornou-se gerente da filial da Empresa Geral de Obras Ltda. em Porto Velho, Rondônia, ocupando esse posto até 1984. Nesse ano ainda, fundou e assumiu a presidência da empresa Chagas Neto Construções e Incorporações.

Filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e contando com o apoio da Associação Comercial de Rondônia, candidatou-se a deputado federal constituinte no pleito de novembro de 1986. Eleito, assumiu o mandato em 1º de fevereiro do ano seguinte, quando tiveram início os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, mas licenciou-se em março para ocupar a Secretaria de Obras e Serviços Públicos do estado de Rondônia.

Após a promulgação da nova Carta Constitucional em 5 de outubro de 1988, passou a exercer o mandato ordinário. Sem concorrer à reeleição em outubro de 1990, deixou a Câmara dos Deputados em janeiro do ano seguinte.

Nos pleitos de outubro de 1994 e 1998, candidatou-se a deputado federal na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), mas não foi eleito. Além da atividade de radialista, presidiu a Escola de Samba Pobres do Caiari, em Porto Velho.

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