O presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), levou um duro recado ao ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, na audiência realizada na manhã desta quarta-feira, 20, em Brasília a convite da bancada federal de Rondônia. Ele exigiu o fim do reajuste abusivo das tarifas de energia em Rondônia autorizado pela ANEEL e aplicado pela distribuidora Energisa S/A. 

Enfático, ele deu o seguinte recado ao ministro Bento Albuquerque: a Assembleia, atendendo ao clamor popular, pode repensar as licenças das atuais usinas de Jirau e Santo Antônio e os futuros projetos da usina de Tabajara em Machadinho do Oeste, além de apoiar o fechamento da BR-364 e manifestações diárias em Porto Velho e nos demais municípios. “O Ministério das Minas e Energia precisa nos dar uma posição urgente e reconsiderar esse aumento abusivo e injusto. Como bem falou nosso senador Marcos Rogério, sofremos um estelionato com essa privatização”, acusou o representante rondoniense.

O ministro ficou de sentar com sua diretoria e representantes da ANEEL para tratar da questão e responder ao pleito dos representantes do Estado o mais rápido possível.

“Ser político em Rondônia é uma das missões mais árduas que um homem pode ter. Está impossível andar nas ruas tamanha a revolta com a covardia que foi feita com nosso Estado”, disse Laerte.

ACONTECEU O CONTRÁRIO — Didaticamente, o parlamentar citou trecho do site do Ministério das Minas e Energia, citando que a privatização iria resultar em redução de 3,27% nas tarifas de energia no Acre e outros 1,75% em Rondônia. “Aconteceu ao contrário. Ao invés de baixar, aumentaram a tarifa. Tive uma reunião ano passado aqui no Ministério, onde nos foi relatado que a Eletrobrás devia de 6 a 7 vezes o seu valor de mercado. Mas quem acumulou essa conta não foi a população, nós os consumidores, mas o Governo Federal com essa má gestão da Ceron e Eletrobrás ao longo dos anos. Quem deve essa conta é o Governo e não o nosso povo”, rechaçou o presidente da Assembleia.


Ele citou o caso de famílias que pagavam R$ 80 a R$ 100 agora terão que arcar com uma tarifa que beira R$ 200 a R$ 300. “Estão optando entre comprar comida, remédio ou pagar a conta de luz. As empresas pequenas e médias estão fechando as portas”. Laerte citou ao ministro que o irônico dessa equação é que Rondônia é responsável pela produção de boa parte da energia limpa consumida no Brasil. Mas não fica nada para o Estado, apenas o ônus social, econômico e agora financeiro com esse impacto causado pela Energisa.

Participaram também desta audiência o governador Marcos Rocha (PSL) e representantes do Poder Judiciário, Ministério Público Federal, entidades classistas e OAB. Estiveram também nesta reunião os deputados estaduais Jhony Paixão (PRB), Jean Oliveira (MDB), Marcelo Cruz (PTB), Dr. Neidson (PMN), Chiquinho da Emater (PSB), Ismael Crispin (PSB) e Anderson Pereira (Pros),



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