Acir diz que ainda vai recorrer contra última decisão do STF que pode impedir sua candidatura

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem (25) determinou o início da execução da pena por condenação de 4 a 6 anos do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) pela prática de crime contra o sistema financeiro nacional. Ao rejeitar o recurso protocolado pela defesa do parlamentar, o colegiado determinou o cumprimento da sentença em regime semiaberto, conforme foi estabelecido pela Turma ao condenar o senador em fevereiro deste ano.

O mandado de prisão, no entanto, deve ser expedido somente após as eleições. A defesa do senador informou que vai recorrer da decisão. Com a decisão do STF, caberá ao Senado decidir se o parlamentar terá o mandato cassado ou poderá se manter no cargo.

Gurgacz foi considerado culpado por desviar recursos de um financiamento obtido junto ao Banco da Amazônia, entre os anos de 2003 e 2004, quando o senador era diretor da empresa de viação Eucatur.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Pública Federal (MPF), Gurgacz obteve, mediante fraude de documentos e dispensa indevida de garantias, um empréstimo de R$ 1,5 milhão para a renovação da frota de ônibus da empresa.

O dinheiro, porém, não foi utilizado para a aquisição de veículos novos, conforme previsto no contrato, mas somente em parte para compra de veículos velhos reformados, com mais de 11 anos de uso, diz a denúncia. Cerca de R$ 510 mil teriam sido embolsados pelo próprio senador, sendo apresentadas notas fiscais falsas para acobertar o desvio.




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