A nova adutora em Ji-Paraná está parada e explicações são conflitantes

VERSÕES DIFERENTES FORAM DADAS PARA JUSTIFICAR A PARALISAÇÃO DAS OBRAS. ENQUANTO ISSO, CRESCE A IMPACIÊNCIA DA POPULAÇÃO.

0
179

Estão paradas desde o dia 22 de janeiro as obras de ampliação da adutora que iriam amenizar o problema de abastecimento de água no Segundo Distrito de Ji-Paraná. O gestor do contrato, o governo estadual, decidiu não renovar o contrato com a empresa responsável por executar os trabalhos, a Hidronorte Construções e Comércio, de Porto Velho. A obra faz parte do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) e deveria ter sido entregue em dezembro de 2016.

Ela inclui a construção e expansão de redes de água com tubos de 500 ml, desde a captação no Rio Urupá até o reservatório da Caerd, na T-11 para, então, ser distribuída à população. Até o momento já foram instalados cerca de 4.500 metros de tubos e até o dia 22 de janeiro a Hidronorte trabalhava na colocação de tubulação em baixo da ponte do Rio Machado.

A presidente da Caerd, Iacira Azamor, que também preside a superintendência regional do PAC em Rondônia, explicou à imprensa de Porto Velho que o governo fechou o contrato com a empresa em 2014 e que a empresa contratada não deu conta do serviço. “Este contrato acabou se tornando um grande pesadelo para nós. A empresa não conseguiu fazer o trabalho e a população tem sofrido com o abastecimento de água em Ji-Paraná”, afirmou. Ainda de acordo com a presidente, não há nenhum interesse do governo em renovar o contrato com a empresa. “Faltam algumas interligações e elas deverão ser feitas pelo nosso próprio pessoal”, afirmou Iacira.

O proprietário da Hidronorte, o engenheiro Marcos Antonio Pires da Silva, em entrevista pelo telefone ao Repórter RO, disse ter sido comunicado neste dia 10 de fevereiro que não haveria interesse por parte do governo nesta renovação. Segundo ele a empresa se encontra prestes a desmobilizar o seu canteiro de obras, faltando não muito mais do que 20% para a interligação das cabeceiras, o que daria grande alívio para a população do 2º Distrito de Ji-Paraná no que se refere ao abastecimento de água.

Segundo Cleberson Viana, presidente da Agência Reguladora de Serviços  Públicos Delegados do Município de Ji-Parana, dois ofícios foram encaminhados (um no dia 3 e outro no dia 17, ambos em fevereiro) à superintendente do PAC e também presidente da Caerd, Iacira Terezinha Rodrigues Azamaor. Nenhum deles mereceu resposta e, por isso, Viana se prepara para enviar um terceiro ofício nesta sexta-feira (3).


“Nestes ofícios solicitamos informações sobre a paralisação das obras e também sobre as graves as graves consequências para a população. Já estou também marcando uma reunião com a drª Meire Pereira, titular da 3ª Promotoria de Justiça, porque pretendo abrir um procedimento administrativo contra a Caerd”, informa o presidente da Agerji. 

Outra versão – A Hidronorte, ao contrário do que disse a presidente da Caerd, Iacira, conta uma outra história bem diferente. O engenheiro Marcos Silva revelou na entrevista ao Repórter RO que havia a necessidade por força contratual do governo ter admitido uma empresa de gerenciamento de projeto. “O projeto de início era básico e não contemplava a realidade da obra. Todos sabiam disso. Assim mesmo, fomos trabalhando juntamente com técnicos da Caerd, mas o que a gente fazia não podia ser medido uma vez que a empresa de gerenciamento não foi chamada”, desabafou o empresário.

Com isso, não eram feitos pagamentos à Hidronorte e assim, segundo o Silva, a empresa (Hidronorte)  foi ficando sem caixa. “A primeira medição só aconteceu depois de seis meses do início da obra. Tudo isso foi sufocando a nossa empresa e estamos esperando para ver o que vai acontecer”, frisa Marcos.

Ele admite que,  caso não receba pelo trabalho já realizado, há a possibilidade de se buscar uma solução para o impasse na Justiça, o que poderia causar o embargo da obra. “Queremos trabalhar, estamos com estoque de material já comprado e contratado em novembro sob encomenda e que deve chegar agora em março. Nossa intenção continua sendo o de terminar o trabalho de interligação das cabeceiras”, arremata o diretor da Hidronorte.

Ainda segundo o engenheiro por força destas circunstâncias todos os funcionários deverão ser demitidos, sem que a obra tenha sido concluída. Pires ainda lamenta que sua empresa tenha de arcar com um prejuízo que ultrapassa os R$ 4 milhões. “Fizemos muitas reuniões. Nossa empresa sempre esteve à disposição para conversar, mas sempre tivemos muita dificuldade para falar com os gestores. A dificuldade para trabalhar foi enorme” conclui o empresário.

 

 



CURTA/SIGA/ACOMPANHE-NOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here