O estado de Rondônia é o principal produtor de peixe em cativeiro do País. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) estima que em 2017 a produção por aqui chegue a 100 mil toneladas. Mas o alto custo da produção e a chegada do parasita acantocéfalo tem assombrado os piscicultores. Conhecida como praga do verme do peixe, ela pode causar colapso da criação em Rondônia. 

No mês de março, em Ariquemes, foi realizado um seminário para falar da produção de peixe na região, e a pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ana Lúcia Gomes, falou sobre o acantocéfalo, detalhou seus estudos e os conhecimentos disponíveis sobre o parasita que já preocupa consideravelmente o setor produtivo. De forma esclarecedora, a pesquisadora explanou como o parasita se instala no peixe, como ele tem dado prejuízo e se proliferado de forma preocupante.

O acantocéfalo se instala em peixes redondos, como é o caso do tambaqui, ele possui espinhos na cabeça, que se fixam no intestino do peixe, prejudicando a engorda. Segundo a pesquisadora afirmou na palestra, ele não mata o peixe, não é prejudicial para o consumo humano, uma vez que só se instala no intestino, mas prejudica a engorda.

Hoje ainda não existe remédio para o tratamento dos peixes infectados com este verme, sendo que após a retirada do peixe o tanque permanece infectado, podendo ser levado pela corrente de água aos demais tanques e consequentemente a toda uma região.



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