Quase 100 venezuelanos chegaram a Porto Velho durante esta semana e muitos desembarcaram nesta sexta-feira (18) no Aeroporto Internacional de Porto Velho Governador Jorge Teixeira de Oliveira.  Os refugiados, divididos em dois grupos pousaram na capital com a ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB) vindos do estado de Roraima, porta de entrada para muitos imigrantes que resolvem deixar a Venezuela, devido a crise econômica, política e social que assola o país.

O primeiro grupo, com quase 46 venezuelanos, chegou na manhã da última quarta-feira (16) e o segundo, composto por 48 venezuelanos, desembarcou ontem (18). Do total de refugiados, dois já seguiram viagem rumo à cidade de Cacoal, no interior do estado. 

Em Porto Velho, os imigrantes serão abrigados em 16 “casas de passagens”, moradias alugadas com a ajuda de entidades de apoio espalhadas nas Zona Leste e Centro da cidade. A distribuição dos locais levou em conta cinco grupos. Entre os critérios estão, deixar parentes em locais próximos, hospedar famílias com crianças perto de escolas e idosos em casas na região central da capital.

Para garantir que os imigrantes tenham êxito no processo de integração social durante a estadia em Porto Velho, a Cáritas, um organismo da Confederação Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB), destaca que o grau de escolaridade e as habilidades de cada um serão levados em conta na elaboração de uma base curricular dos refugiados.


Com isso, a organização da Igreja Católica prevê que os imigrantes devem permanecer na capital, mas garante que pode articular a ida de quem conseguir oportunidades de emprego em outras cidades ou estados do país.

“A gente pensa em utilizar em esse poder de articulação da comunidade e da arquidiocese para sensibilizar o empresariado. Estamos em articulação de um grande mutirão de currículos para aferir as habilidades dessas pessoas e suas experiências profissionais”, explica o psicólogo e voluntário Tiago Cita.



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