Desde os 13 anos de idade, Bruna Ferreira Miranda, hoje com 30 anos, sofre com a obesidade. Nos últimos dois anos, a situação se agravou. Hoje ela está pesando 170 quilos, e o laudo médico indica obesidade mórbida grau III, que é quando o paciente se encontra em estado pré-diabético e já enfrenta problemas de mobilidade.

Para se ter uma dimensão do problema, as medidas de Índice de Massa Corporal (IMC) indicam obesidade mórbida quando o índice medido chega a 30, conforme a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. No caso de Bruna, seu IMC já passa de 63, o que representa mais que o dobro da medida que indica a existência do problema.

Para resolver o problema de Bruna, de acordo com o laudo médico, é necessário que seja realizada, o mais breve possível, uma cirurgia bariátrica (redução de estômago). Desde que recebeu o laudo, Bruna e vários amigos iniciaram a campanha “Todos Pela Bruna”. Já foram realizados diversos eventos para arrecadação de recursos. A cirurgia que, que custaria R$ 30 mil, baixou para R$ 20 mil, quando o médico que fará o procedimento abriu mão de seus honorários.

Orçamento — “Hoje já temos, em conta, R$ 13,6 mil. Ainda faltam R$ 6,4 mil. Várias pessoas já me ajudaram participando dos eventos que realizamos. Se a minha cirurgia não for feita com urgência, logo os problemas decorrentes da obesidade começarão a aparecer, o que gera risco ainda maior de que eu não consiga sobreviver por muito tempo”, contou Bruna.

Para complementar o recurso a ser usado para pagar a cirurgia bariátrica, Bruna e os amigos estão realizando uma campanha de arrecadação de roupas para ser promovido um “Brechó Solidário”. “As pessoas que queiram me ajudar e estão sem condições de fazê-lo através de uma quantia em dinheiro, pode fazê-lo através da doação de roupas usadas, pois nós, em breve, iremos promover esse bazar e tentar arrecadar o restante do recurso que falta. Para me ajudar, as pessoas podem me ligar no número (69) 9 8142- 0930, acrescentou Bruna.


Bruna diz que nos últimos dois anos, com o agravamento do problema, sua convivência social ficou prejudicada. “Eu sou obrigada a ficar reclusa, presa em casa, pois trabalhar não tem como, fazer uma caminhada é impossível. Fora esses problemas, eu enfrento situação complicada até mesmo para fazer os meus serviços domésticos, pois, a cada dia que passa minha mobilidade fica comprometida. Isso atrapalha minha vida! Mas, o que mais dói é quando eu saio na rua e percebo as pessoas rindo de mim, fazendo piadinhas, agindo de maneira preconceituosa”, lamenta.



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