Por Roberto Gutierrez

Morre aos 76 anos de idade vítima da covid-19 um dos personagens mais queridos e conhecidos de Ji-Paraná: o pioneiro Jurandy Soares dos Santos, conhecido como o “Jurandy da Pax”. Ele estava internado havia duas semanas no Hospital dos Acidentados em Cacoal. Intubado em uma UTI, o caso dele tornou-se gravíssimo. Ele fazia parte do primeiro time de pessoas imunizadas em Ji-Paraná e já havia tomado as duas doses da vacina Coronavac. Por  algum motivo, não desenvolveu anticorpos suficientes que pudessem evitar o estágio grave da doença.

O empresário era o segundo filho de uma família numerosa de 15 filhos, tendo nascido no dia 19 de abril de 1945 no Mato Grosso.  Estava em Goiânia quando decidiu vir para Ji-Paraná, em 1979, com a esposa Luzia Motta e os filhos pequenos. Aqui fundou a Funerária Pax Nacional, empresa que se viria a ser uma referência em seu segmento

Muito prestativo e de espírito bondoso, não demorou muito para integrar o grupo de pioneiros que fundou o Lions Clube da cidade. Aliás, ele ajudou a construir a sede do Lions, bem em frente ao extinto Clube das Mães.

POLÍTICA E FUTEBOL — A cidade foi crescendo e logo veio o envolvimento com a política, uma de suas paixões, não como candidato e sim na condição de incentivador e articulador. Seus posicionamentos e credibilidade lhe renderam à presidência do PTB a convite do amigo desde de Goiânia, Olavo Pires, que se tornou deputado federal e depois senador da República..

Em abril de 1991 foi despertada sua paixão pelo esporte e Jurandy tornou-se um dos fundadores do Ji-Paraná Futebol Clube, chegando, inclusive, a ser seu presidente. Anos anos depois, acabou assumindo a presidência do PSDB Ji-Paranaense, o que rendeu ao promotor de Justiça, Ildemar Kusller, o mandato de deputado federal e de prefeito de Ji-Paraná.

Foi o mesmo PSDB de Ji-Paraná, ainda sob a sua gestão, que foi a base para que um certo desconhecido à época e vindo de Rolim de Moura, Ivo Cassol, chegasse à condição de governador de Rondônia.


O supertriciclo, ao estilo motoqueiros sem destino, era o seu transporte preferido para os fins de semana. Jurandy costuma afirmar que o veículo lhe dava uma grande sensação de liberdade.



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