A PARTIR DA ESQ.: GLAUCIONE NERI, PREFEITA DE CACOAL; LUIZ SCHOCK, PREFEITO DE ROLIM; MARCITO PINTO, PREFEITO DE JI-PARANÁ; E GISLAINE CLEMENTE, PREFEITA DE SÃO MIGUEL DO GUAPOR

A assessoria de imprensa da Polícia Federal informou que os quatro prefeitos e o ex-deputado de Rondônia presos por envolvimento em um suposto esquema de propina foram transferidos para a capital Porto Velho nesta quinta-feira (1º). Eles passaram por exame no Instituto Médico Legal (IML) e permanecerão presos no comando da Polícia Militar (PM). 

A ordem de transferência partiu do relator do caso, desembargador Roosevelt Queiroz. Os presos saíram do quartel da PM em Ji-Paraná com destino ao município por volta das 16h. O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou na última quarta-feira (30) o pedido de liminar do habeas corpus de dois prefeitos e do ex-deputado. Os habeas corpus negados são da prefeita Glaucione Rodrigues (de Cacoal), do prefeito Luiz Ademir Schock (de Rolim de Moura), e do ex-deputado Daniel Neri (marido de Glaucione).

A defesa dos três políticos chegou a pedir para que o STJ fizesse a substituição da prisão preventiva dos suspeitos para prisão domiciliar. À decisão monocrática do ministro cabem recursos e o habeas corpus deve continuar tramitando no STJ até a decisão do colegiado da corte. 

Operação Reciclagem

Glaucione, Daniel Neri e Luiz Ademir foram presos no dia 25 de setembro durante a Operação Reciclagem, da PF, para combater um esquema de propina. Além deles, na mesma ação foram presos o prefeito de Ji-Paraná (Marcito Pinto) e a prefeita de São Francisco do Guaporé (Gislaine Clemente, a Lebrinha).

As prefeitas Lebrinha e Glaucione Rodrigues Neri estão dividindo a mesma cela desde o fim de semana, no quartel da Polícia Militar de Ji-Paraná. Já os prefeitos Luiz Ademir Schock, Marcito Pinto e ex-deputado Daniel Neri estão em outra cela.


As prisões dos políticos foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) devido aos vários indícios de provas contra os políticos denunciados. Alguns dos pagamentos de propina foram filmados por câmeras.

Na decisão, o desembargador ainda ordenou mandados de busca, apreensão e indisponibilidade dos bens dos acusados.

Foram ‘sequestrados’ os seguintes valores dos prefeitos:

  • R$ 555 mil do Luiz Schock (PSBD)
  • R$ 360 mil da Glaucione Rodrigues (MDB)
  • R$ 360 mil da Gislaine – Lebrinha (MDB)
  • R$ 150 mil do Marcito Pinto – (PDT)

Afastamentos

Na mesma decisão, o desembargador determinou o afastamento dos prefeitos de suas funções. Por causa da pandemia, o TJ-RO diz que foi propiciado aos substitutos condições legais para assumirem os cargos de forma temporária, por 120 dias, nas prefeituras de Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e São Francisco.

Investigação

Segundo o delegado Flori Cordeiro de Miranda Júnior, da PF, a investigação da operação Reciclagem começou em dezembro de 2019, após um empresário que prestava serviços às prefeituras delatar sobre um esquema de propina.

O denunciante relatou, à época, que uma das prefeituras teria condicionado o pagamento de uma dívida com um prestador de serviço ao repasse de propina. Diante disso ele decidiu denunciar a fraude e delatou os outros três municípios que adotavam a mesma prática de corrupção.

A prefeita Gislaine Clemente (MDB), conhecida como Lebrinha e filha do deputado estadual Lebrão, foi presa na sede da prefeitura de São Francisco. Já em Cacoal a polícia prendeu Glaucione Rodrigues Neri (MDB) e o marido dela, Daniel Neri. O casal foi filmado recebendo dinheiro de propina, conforme revelou o jornalismo da Rede Globo em três telejornais.

No mesmo dia, o prefeito de Rolim de Moura foi preso. Luiz Ademir Schock (PSDB) também é suspeito de participar do esquema. O prefeito Marcito, de Ji-Paraná, foi preso na sede da administração municipal, o Palácio Urupá.

“Neste período, os gestores substitutos ainda permanecerão no exercício da função pública, nada impedindo que o gestor afastado volte às suas atribuições antes mesmo de esgotado esse prazo, considerando a finalização dos atos de investigação”, afirma o Tribunal.



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