A COORDENADORA DO CREAS, GLECIA RANNY (ESQ,) E A PSICÓLOGA DO PAEFI, MARIANA COLETO

Esta semana o Brasil acompanhou o drama da menina capixaba de dez anos, da cidade de São Mateus (ES), que foi estuprada pelo tio de 33 e, como consequência, engravidou. Autorizada legalmente a interrupção da gravidez foi realizada neste dia 17, procedimento que gerou manifestações pró e contra de muitos grupos religiosos, pastores evangélicos, autoridades e ativistas.

O caso chegou às altas instâncias do país provocando a reação nas redes sociais, por exemplo, do vice-presidente Hamilton Mourão, do arcebispo de Olinda e Recife Dom Antonio Saburido, da deputada estadual Janaína Paschoal, da deputada federal Maria do Rosário, do ministro do STF Marco Aurélio Mello e até da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

Pessoas contrárias ao aborto permitido pela Justiça, entre elas integrantes do grupo católico Porta Fidei, fizeram movimentação violenta e radical chamando os médicos responsáveis pela intervenção de “assassinos”, e também a menina, além de tentar invadir o hospital onde aconteceu a interrupção da gravidez. Na última quarta-feira, o tio da menina foi preso em Belo Horizonte depois de grande mobilização policial.

Com tudo isso, —  o trauma da criança, a decisão legal e, sobretudo a gravidade do crime  — a polêmica ganhou repercussão nacional produzindo centenas de manchetes na imprensa nacional (inclusive no portal Repórter RO) e até mundial.  

PARA REPERCUTIR ESTE fato em Ji-Paraná, a reportagem do Repórter RO, entrevistou a coordenadora do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), Glécia Ranny, e também a psicóloga do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Família e Indivíduos, Mariana Coleto.


O Creas realiza todos os anos a campanha Faça Bonito (a última edição aconteceu em maio) para combater na cidade o abuso sexual de crianças e adolescentes. Na conversa foi revelado que, infelizmente, com a pandemia e o recolhimento das famílias os casos de abusos em Ji-Paraná aumentaram consideravelmente. Somente neste mês de agosto já foram recebidas no Creas 19 ocorrências.

As denúncias deste crime podem ser feitas pelo Disque 100 ou nas unidades do Conselho Tutelar da cidade. O telefone da unidade do Primeiro Distrito é o 3416-4064 e a unidade do Segundo Distrito atende pelo telefone 3482-7287. Já a sede do Creas está na rua Miguel Galdino, 85, perto da prefeitura, no Primeiro Distrito.

Ouça a seguir as duas entrevistas realizadas pelo repórter Marcos Lock reproduzidas aqui no formato pod cast:

 

 



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