Governo de Rondônia institui o Dia de Conscientização contra a Prática do Aborto

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Procedimentos inseguros de interrupção voluntária da gravidez levam à hospitalização mais de 250 mil mulheres por ano, resultando em aproximadamente 15 mil complicações e cinco mil internações de muita gravidade.

Em dez anos, duas mil mulheres morreram no Brasil em consequência de aborto inseguro. Os dados são do Conselho Federal de Enfermagem (Coren).

Diante dessa realidade, o governador Marcos Rocha assinou a Lei nº 4.672, que foi incluída no Calendário Oficial de Eventos do Estado de Rondônia, instituindo o Dia da Conscientização Contra a Prática do Aborto.

A data será lembrada todo dia 8 de agosto, quando repartições públicas estaduais e municipais, escolas e demais segmentos da sociedade poderão promover, na Capital e no Interior, palestras, seminários, campanhas, mobilizações e outras atividades.

Uma das problemáticas referentes ao aborto, atualmente uma questão de saúde pública, é que ele ocorre na maioria das vezes, de maneira clandestina e insegura, levando a mulher a sofrer várias implicações biopsicossociais.


As maternidades do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro e Mãe Esperança, em Porto Velho, ainda não apresentaram estatísticas exatas de abortos autorizados ou espontâneos. Quarenta por cento dos atendimentos gerais no município (34 mil Km²) são feitos pelo programa de Saúde na Família.

No entanto, outras causas apontam mortes maternas, um dos aspectos mais polêmicos em debate no país. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) divulgou que, em 90% dos casos investigados no município de Porto Velho, 26 gestantes morreram no parto [cesariana ou natural] em 2017 e 12 em 2018, vítimas de diabetes, hipertensão e infecção urinária. As que morrerem este ano irão constar na estatística que será fechada em abril de 2020.



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