Genial, inovador, controvertido: morre aos 88 anos o pai da bossa nova, João Gilberto

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A música brasileira está de luto. Morreu, neste sábado (6), no Rio de Janeiro, aos 88 anos, o cantor e compositor João Gilberto, o criador da bossa nova e um dos maiores nomes da MPB.

A revolução não foi só na maneira de tocar violão. João inventou um jeito de superar limitações para soltar a voz, com calma, baixinho. Um timbre novo, preciso, entrelaçado às cordas do violão, numa união perfeita.

Mas no começo, em Juazeiro da Bahia, não era assim. O adolescente cantava a plenos pulmões os sucessos da rádio no alto-falante da Praça da Matriz. E seguiu pra Salvador atrás do sonho de viver de música. O próximo passo: Rio de Janeiro. Chegou nos anos 50 como vocalista do conjunto ‘Garotos da Lua’.

Mas João se atrasava nos ensaios e teve que sair do grupo. Era um cantor que fracassava ao tentar copiar o vozeirão e o estilo do ídolo que cultuava na época: o cantor das multidões, Orlando Silva.

JOÃO GILBERTO COMPLETOU 88 ANOS COM A FAMÍLIA E NETA SOFIA, EM SEU COLO; À ESQ., A NORA ADRIANA MAGALHÃES E, À DIR., ALICE, FILHA DE ADRIANA

Sem meios para se sustentar no Rio, ele decidiu passar dois anos viajando. Neste período circulando por Porto Alegre, Diamantina, em Minas Gerais e Juazeiro, na casa dos pais, ele se transforma em outro artista. Descobre a batida perfeita e retorna ao Rio trazendo a novidade.



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