Prefeitura ji-paranaense adere à campanha de prevenção ao suicídio

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Com o objetivo de alertar a população sobre o suicídio, a Prefeitura de Ji-Paraná aderiu à Campanha Setembro Amarelo. Um pit stop foi realizado hoje, segunda-feira (17), pela manhã na Avenida Marechal Rondon, Primeiro Distrito da cidade. Equipes da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) distribuíram panfletos sobre a prevenção do suicídio, um ato considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como questão de saúde pública.

Segundo o coordenador do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), Relrisson de Souza Soares, o objetivo da campanha é alertar a população sobre o problema que tem se agravado nos últimos anos. “De acordo com a OMS, a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida em algum lugar do mundo. Por isso precisamos falar sobre isso, orientar as pessoas para que procurem ajuda”, enfatizou o coordenador.

A EQUIPE DO CAPS

Em Ji-Paraná as pessoas podem procurar o Caps, que fica localizado próximo ao Hospital Municipal Claudionor Roriz, no bairro Dom Bosco. Equipes de médicos e enfermeiros especialistas em psiquiatria e assistente social atendem de segunda a sexta-feira.

Cerca de 800 pessoas de Ji-Paraná e outros 14 municípios da Região Central de Rondônia, são atendidas todos os meses no Centro de Atenção Psicossocial. Cerca de 10% desse número são de pessoas que apresentaram indícios de suicídio. O Centro oferece atendimento imediato com os profissionais para estes pacientes.

“Além do atendimento com o médico psiquiatra e enfermeiros, oferecemos também oficinas com terapias ocupacionais. Eles fazem cursos de pintura, bordado e canto. Levamos esses pacientes ao cinema, shopping e fazemos piquenique. A intenção é que essas pessoas voltem a sentir vontade de viver”, explicou o coordenador.


O médico Wendell Jânio de Oliveira, explica que os casos de atendimento mais frequentes são depressão, bipolaridade, síndrome do pânico, esquizofrenia, surto psicótico, ansiedade, alcoolismo e dependência física. Em casos de pensamentos sobre suicídio, geralmente o paciente acredita não ter mais esperança ou sentido de vida.

“Esses transtornos emocionais não surgem do nada. A família deve ficar atenta em relação ao comportamento e precisa falar sobre o assunto. A orientação, a atenção e o tratamento médico adequado são fundamentais. Existia no passado um pensamento de que quanto mais falasse sobre o suicídio, mais seria incentivado. Pelo contrário, na prática percebemos que divulgar sobre o problema, faz com que a pessoa procure ajuda”, explicou o médico

 



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