Livro de crônicas sobre JPr retrata o cotidiano da cidade

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Julian Cuadal é um advogado jiparanaense que contou sua relação com a cidade em um livro de crônicas sobre o cotidiano na cidade, lançado este ano. ‘Lá do Outro Lado’ tem 33 crônicas que relatam, de uma forma auto psicológica, a relação do escritor com a cidade onde nasceu, Ji-Paraná.

Cuadal conta que a ideia de escrever um livro começou como uma brincadeira entre os anos de 2013 e 2014. Primeiro, escreveu uma crônica e gostou da ideia. Depois, novos textos foram surgindo e o advogado viu uma possibilidade de escrever novas e, quem sabe, fazer um livro.

JULIAN CUADAL TEM UMA LIGAÇÃO MUITO INTENSA COM A CIDADE, MAIS DO QUE PODERIA IMAGINAR

A partir daí começou uma grande batalha psicológica do autor contra ele mesmo. Entre a criação de uma crônica e outra, o autor criou um personagem completamente ji-paranaense, que conta histórias de situações do dia-a-dia da população que são engraçadas ou psicológicas e até mesmo mais densas, entretanto, de uma maneira leve.

Com o passar do tempo, o autor conta que incorporou um pouco dele mesmo no personagem das crônicas, mesmo que a ideia inicial fosse se distanciar o máximo possível, até mesmo para não se expor no livro. “Mas no final não foi bem assim. Deu justamente o contrário. Foi uma grande exposição de mim mesmo e eu acabei expondo os vários lados psicológicos que habitam dentro de mim”, relata o autor.

Por ser uma pessoa muito restrita, ele conta que é uma sensação estranha e ainda se assusta com a ideia de saber que o que as pessoas estão lendo é, basicamente tudo sobre ele e sua relação com Ji-Paraná. Julian afirma que é uma sensação angustiante imaginar qual a análise será feita a respeito dele pelos leitores.


Um caso de amor

O autor é nascido em Ji-Paraná e conta que foi embora da cidade aos 16 anos, ficando 10 anos fora. Ele explica que a relação com a cidade natal era muito forte e pouco tempo antes de voltar, percebeu que a ligação era mais intensa do que ele já tinha imaginado.

“Eu criei um relação com Ji-Paraná como se fosse homem e mulher. Muitas vezes eu achava que estava traindo Ji-Paraná por estar em outra cidade e estar gostando muito da outra cidade. Às vezes, psicologicamente eu acalmava Ji-Paraná: ‘não fica assim, você também é muito bonita em muitos aspectos’”, diz o autor.

Para ele, mesmo que a cidade tenha deficiências, é muito querida e acolhedora, com características únicas. O resultado desse amor é o livro. “Ji-Paraná se intrometeu nas minhas crônicas, sem aviso e sem pedir. (…) Eu a amo de paixão e tive que descobrir isso, no meio de um livro”, conta.

Para homenagear a cidade, o autor deu o nome ao livro de ‘Lá do Outro Lado’. “O livro, sem querer, acabou se tratando de questões auto psicológicas minhas, na minha cidade. Imaginei que seria uma bela homenagem colocar a expressão mais jiparanaense de todas como a capa e nome do livro”, finaliza o autor.



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