1,5 milhão de pessoas vão às ruas em vária capitais em prol da educação

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NO RIO DE JANEIRO, MANIFESTANTES PROTESTAM CONTRA CORTES NA EDUCAÇÃO E EXIBEM PALAVRAS DE ORDEM CONTRA BOLSONARO (Mauro Pimentel/AFP)

Estudantes e professores que protestam, nesta terça-feira, 13, contra cortes no orçamento do Ministério da Educação se dispersaram na Praça da República, em São Paulo, por volta das 20h. No início da tarde, dois quarteirões da Avenida Paulista eram ocupados pelos manifestantes. Os grupos presentes também protestaram contra a reforma da Previdência, aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados. O público, no entanto, não foi o mesmo de atos anteriores, como o de maio deste ano.

No Rio de Janeiro, a manifestação partiu da Igreja da Candelária pouco depois das 18h e seguiu pela Avenida Rio Branco, entrando na Avenida Chile, até a sede da Petrobras. O ato reuniu milhares de pessoas, ligadas a centrais sindicais, partidos políticos, sindicatos de diversas categorias e estudantes secundaristas e universitários.

O policiamento foi reforçado durante o ato, que seguiu pacífico até a chegada à Petrobras, por volta de 18h45. No local, as lideranças da manifestação discursaram, com apoio de um carro de som, criticando a redução de verbas para a educação e as reformas econômicas em curso no Congresso. A chuva, que começou tímida no início do protesto, se intensificou e acabou dispersando os manifestantes que deixaram o local, em busca de transporte ou um lugar para se abrigar.

De manhã, em Brasília, manifestantes fecharam três faixas do Eixo Monumental. O ato foi reforçado com a 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, que também protestavam na Esplanada dos Ministérios. Além da questão orçamentária que pautaram os dois últimos protestos, os manifestantes também expressam insatisfação com o programa Future-se e o governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), 1,5 milhão de pessoas foram às ruas nesta terça-feira, em 205 cidades de todos os estados, mais o Distrito Federal. Em seu perfil oficial no Twitter, a UNE afirmou que novos protestos estão previstos para o dia 7 de setembro.



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