Professora da Unir lança segundo livro sobre a Revista O Cruzeiro

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A professora Leoní Serpa, docente do curso de Jornalismo da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir), Campus de Vilhena, lançou em Vilhena o segundo livro sobre a lendária revista O Cruzeiro. A obra, que se chama “Modernidade, mulher, imprensa: a revista O Cruzeiro no Brasil de 1928-1945”, foi publicada pela Editora Appris, na Coleção Ciências da Comunicação. 

A noite de autógrafos ocorreu na Livraria Café e Letras, na Galeria Mirage, no Centro de Vilhena. A obra também será apresentada durante o Congresso Nacional da Intercom, que acontecerá em Curitiba (PR), na Universidade Positivo, de 4 a 9 de setembro.

“Modernidade, Mulher, Imprensa: a revista O Cruzeiro no Brasil de 1928-1945” percorre páginas da história de uma das revistas brasileiras mais lidas por 46 anos no País. O semanário chegou a ter quatro milhões de leitores por edição e deixou legado para a história da imprensa nacional, com a concretização de uma nova forma de fazer jornalismo que valorizou a reportagem e a fotorreportagem. A revista também inovou ao consagrar o uso da caricatura como linguagem jornalística. 

Na publicidade e na propaganda, criou um cenário que possibilitou ditar modas, normas e até conceitos, numa intencional propagação da modernidade inspirada nos ditames hollywoodianos, e assim pregoava uma modernidade mascarada que substituía a submissão feminina social e doméstica pela doutrina da beleza e do consumo. 

 
Sobre a pesquisa — Segundo a professora Leoní, ambos os livros são resultados de um estudo originado no mestrado. Desde então, dezenas de pesquisas vêm sendo elaboradas no país, cujas fontes percorrem as páginas do O Cruzeiro e assim se abastecem dessa pioneira pesquisa.


Para ela a revista tornou-se um objeto de estudo com sentido histórico, jornalístico e publicitário, assim, a pesquisa procura elucidar pontos da história da mídia brasileira pouco conhecida e até desconsiderada, o que para a professora é mais uma causa para esta nova edição.

A pesquisa que origina o livro também procura entender como Assis Chateaubriand criou o semanário, um dos mais lidos do país, num período de intensa urbanização, que creditava ao Brasil ares de modernidade. 

 



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