Enfartes do coração: números continuam preocupantes no BR

A Organização Mundial da Saúde (OMS) arrisca que até 2040 as mortes por doenças cardiovasculares do Brasil cresçam 250%

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PARA O DR. CÉSAR AUGUSTO FALTAM CAMPANHAS MAIS EFICIENTES SOBRE AS DOENÇAS CORONÁRIAS

Dia e noite, sem parar, com algo em torno de 70 a 80 batimentos por minuto, em média. Este é o nosso coração, a peça essencial que mantém em funcionamento essa grande engrenagem chamada corpo humano. Porém, basta uma breve interrupção neste ritmo ou uma acelerada incomum para que uma vida seja abreviada. Responsável por bombear a todo o corpo o sangue oxigenado, ele precisa trabalhar todo o tempo, senão o corpo inteiro vai parar. Daí a preocupação. Hoje, no Brasil, a cada dois minutos, uma pessoa morre porque o coração não deu conta de desempenhar suas tarefas.

Os números não são nada animadores. A Organização Mundial da Saúde (OMS), apresenta a trágica conta de que até 2040 o número de mortos por intercorrências cardiovasculares do Brasil cresça em torno de 250%, ou seja, praticamente dobre a cada década. Não só aqui as questões cardíacas terão este impacto. Espera-se, infelizmente, que aumente também na China (210%), na Índia (170%) e nos Estados Unidos (70%), só para ficar em três exemplos.

Números aumentando — Atualmente, as doenças do coração respondem por 30% de todas as mortes no mundo. “Hoje, o coração mata mais do que os casos de câncer e a aids juntos. 25% dos óbitos aqui no nosso país  já são devido a complicações coronárias, número que só vem aumentando”, alerta o dr. César Augusto A. de Lima, cardiologista e arritmologista de Ji-Paraná.

Entre as causas dos já conhecidos enfartes estão a crescente urbanização que trouxe o estresse constante, a falta de regras na alimentação e o insistente sedentarismo. Tudo isso fez disparar o aparecimento da obesidade, o aumento das taxas de colesterol e de triglicerídeos, entre outros fatores que sobrecarregam o principal órgão do ser humano. “Também falta prevenção. A gente vê campanha para outros problemas de saúde mas não para prevenção do enfarte”, acrescenta o dr. César, que também é conselheiro do Conselho Regional de Medicina (CRM-RO) para a região central do estado.

GAZZOLA (O SEGUNDO DA ESQ. P/DIR,) FAZ ACADEMIA DIARIAMENTE E MUDOU SUA ALIMENTAÇÃO

O prof. de MMA de “A Força do Querer” já teve vários enfartes

Após três enfartes, Raul Gazolla decidiu que era hora de mudar. Aproveitou o convite de Glória Perez para interpretar Alan, um treinador de MMA na novela “A Força do Querer” e tratou de perder dez quilos em dois meses.

Além da alimentação saudável, o ator voltou a praticar jiu-jitsu (ele era faixa preta, mas havia parado há seis anos), incentivado por seu personagem na trama de Glória. As aulas acontecem em uma academia na Zona Oeste do Rio com o mestre Sylvio Behring e o professor Eduardo Dias. 

PARA O SEU PAPEL, ELE VOLTOU A TREINAR JIU-JITSU, PRÁTICA QUE TINHA DEIXADO HÁ SEIS ANOS

“Tenho 61 anos, um soco hoje dói duas vezes mais do que quando tinha 30. Mas isso não quer dizer que eu não tenha disposição. Treino de segunda à sábado e domingo ainda faço kite surf”, gaba-se. “A idade chega e você se olha no espelho e não se vê com a idade que tem. Me sinto megabem, acho que a juventude nada tem a ver com a idade. Conheço muita gente jovem que é velha”.

Gazolla atualmente é casado com Fernanda Loureiro, professora de interpretação, com quem tem uma filha, Rani, de 14 anos.  Ele acredita que os problemas de saúde que teve foram consequência de estresse. “Perdi minha mulher assassinada [Daniella Perez, filha de Glória Perez, morta por Guilherme de Pádua e Paula Thomaz, em 1992], depois meu irmão, meu sobrinho e meu pai em poucos anos. Quando a gente é jovem aguenta essas perdas, mas a conta vem mais tarde, não tem como. Tive a doença do século, estressse. O pai da Dani morreu de tristeza, a Glória teve câncer e eu enfartei três vezes”.

 

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