A Polícia Federal divulgou novas imagens que mostram em detalhes a “Operação Máfia da Tora”, que foi deflagrada Rondônia. Conforme a PF, o próximo passo da operação será prender os suspeitos que não foram localizados pelos agentes e que já são considerados foragidos da Justiça. Foram expedidos dez mandados de prisão preventiva para quatro mulheres e seis homens. Duas  já foram presas e demais estão foragidas.

Durante a coletiva com a imprensa, o delegado de PF, Heliel Martins, declarou que foram expedidos dez mandados de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva. Segundo o delegado, os madeiros que comandavam o esquema foram presos. Eles geralmente agiam em sociedade com as esposas.

DELEGADOS DISSERAM, NA COLETIVA DE IMPRENSA, QUE DUAS PESSOAS SEGUEM FORAGIDAS (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)

“Grande parte desses crimes são de natureza estadual, então algumas pessoas foram conduzidas em relação por causa de problemas em planos de manejo, porém essa parte da investigação será declinada para a Justiça Estadual, que é competente para analisar esse tipo de caso especificamente”, explicou Martins.

Os homens e as mulheres que foram presos foram ouvidos e encaminhados para os presídios masculino e feminino, respectivamente. Eles irão responder por associação criminosa, sonegação fiscal, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro, além de pagarem multas que ainda serão estipuladas pela Justiça.

Ação conjunta — A operação foi deflagrada pela PF, Receita Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para desarticular dois grupos criminosos que agiam em Rondônia e Santa Catarina extraindo ilegalmente madeiras de Áreas de Preservação Permanente (APP) e também de terras indígenas, o que causou um prejuízo de pelo menos R$ 6 milhões aos cofres públicos.


As investigações sobre o caso iniciaram no final de 2014. Nesse período, os grupos movimentaram várias dezenas de milhares de metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente, porém a quantidade exata ainda não foi calculada e divulgada pelo Ibama.

Os agentes descobriram que os principais madeireiros da região criaram um sistema de fluxo clandestino de madeira fraudando o Documento de Origem Florestal (DOF) das áreas de preservação permanente e de terras indígenas. Os criminosos também agiam na região de Vista Alegre do Abunã (RO), distrito de Porto Velho.

Os grupos criavam várias empresas de fachada em nome de pessoas que se tornavam proprietárias fictícias (laranjas) com objetivo de emitir notas fiscais e dar suporte ao esquema de transporte clandestino das madeiras extraídas ilegalmente.


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