Na terra dos superlativos até mesmo o desmatamento virou uma polêmica que guarda grandezas. Enfrentando as piores devastações em décadas, entidades protecionistas e unidades de conservação tentam conter o avanço de máquinas, mãos e labaredas que seguem em sua devastação. Na área que ainda resiste, exemplares exóticos da fauna e flora incomuns também tentam se fortalecer configurando-se como atrações à parte de um mundo diferenciado.

O Dia da Amazônia (5) dá chance e grande oportunidade para expor os gigantes que vivem nesta região do Brasil. Veja, e conheça, na sequência, seguem quatro destes destaques:

O RIO GIGANTE

Com mais de 6.400 quilômetros de extensão, o Amazonas é, atualmente, considerado o rio mais longo do mundo. Um recente estudo realizado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) indicou que ele é 140 km mais extenso do que o Nilo, na África. Alimentado pelos seus afluentes, alguns também gigantes, como o Rio Madeira, o Amazonas possibilita a existência de florestas tropicais úmidas, floretas inundadas, savanas e igarapés

É também o eixo principal da bacia hidrográfica Amazônica que direciona aproximadamente 500 litros de água produzidos diariamente por cada uma das árvores da floresta e lançados para a atmosfera, formando assim os famosos rios voadores, responsáveis pelas chuvas das regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.


A COBRA GIGANTE

A maior cobra do Brasil  — e a segunda maior do mundo — está presente no imaginário de muitas lendas. Com o nome científico de Eunectes murinus,  a serpente pode alcançar oito metros de comprimento e atingir até 100 kg. As maiores costumam ser as fêmeas, muito superiores aos machos em tamanho, já que possuem uma dieta voltada a presas grandes e precisam dar conta da criação de dezenas de filhotes.

Embora as sucuris não sejam peçonhentas e seres humanos não façam parte de sua dieta, a defesa delas é dar vários botes ao se sentirem ameaçadas. A serpente se alimenta das presas por estrangulamento dos vasos sanguíneos — e não quebra ossos, como se pensa no imaginário popular.

O PEIXE GIGANTE

O pirarucu (Arapaima gigas), peixe nativo da Amazônia, chama atenção pelo tamanho, aparência e comportamento. Soberano, pode alcançar até dois metros de comprimento e pesar cerca de 200 quilos. Não por acaso, assume majestoso o pódio de maior peixe de escamas de água doce do mundo.

Ao observar esta espécie de perto, de aparência rude, é fácil perceber que ela traz traços “primitivos”. Originário de quase 190 milhões de anos, quando a América do Sul e a África formavam um único continente, é considerado uma lenda viva da Amazônia e um representante da história.

De apetite voraz e dieta variada, o pirarucu se alimenta de frutas, vermes, insetos, moluscos, crustáceos, anfíbios, répteis, outros peixes e até mesmo aves aquáticas. Pelas proporções e pelo apetite, o avanço dessa espécie para outras regiões, além do ecossistema habitual, vem preocupando os pesquisadores.

O BESOURO GIGANTE

A maior espécie de besouro do mundo dá dimensão da grandeza até no nome científico: Titanus giganteus. Com até 15 centímetros de comprimento, quase uma mão humana, o inseto impressiona quem visita o norte da América do Sul, especialmente o norte do Brasil.

A mandíbula desse inseto é tão poderosa que pode partir um lápis em dois. Ele também é capaz de serrar galhos de árvores para se alimentar e, por isso, é também conhecido como “serra-pau”. Apesar de voadora a espécie não pica, mas pode beliscar com força. É também considerado o maior inseto do mundo em termos de volume, já que alcança o peso de 70 gramas.

A FLOR GIGANTE

A vitória-régia (Victoria amazonica) é considerada a maior flor das Américas e a maior planta aquática do mundo. Conhecida também como jaçanã, a espécie é nativa do Norte do Brasil, da Bolívia e das Guianas.

A planta possui uma grande folha em forma de círculo, que fica sobre a superfície da água e quando jovem, possui um formato de coração. Essa estrutura pode chegar a 2,5 metros de diâmetro e suportar até 40 quilos, se forem bem distribuídos em sua superfície.

A floração da vitória-régia ocorre de março a julho, quando uma flor branca se abre durante a noite e se mantém assim até às nove horas da manhã seguinte. A partir de então as pétalas ganham um tom rosado, como forma de demonstrar que a planta está pronta para a polinização.



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